ODESSA

Não alcancei a geração da discoteca, embora fosse impossível, como criança, não balançar ao som da onipresente trilha sonora de Saturday Night Fever. Então, Bee Gees tinha tudo para ser apenas uma referência nostálgica para mim. Mas meu pai (que nunca gostou de rock), sei lá por que cargas d’água, tinha aquele disco que NÃO parecia Bee Gees lá em casa. E, pra piorar, havia aquele filme bonitinho que insistia em passar nas sessões da tarde da vida: Melody (1971). Filme inglês com roteiro de Alan Parker e música tema dos Bee Gees, Melody Fair. Esta canção, pra que tudo isso faça sentido, obviamente se encontrava no tal disco: Odessa.

Como não-fã dos Bee Gees, digo que é o melhor disco deles, e só falta I Started a joke pra ter tudo de bom que eles fizeram na vida. O disco original era um álbum duplo, mas em casa tinha apenas uma versão simples, com o primeiro (e muito melhor) álbum. Só anos depois fui descobrir que o bicho era maior. A abertura com a faixa título é uma composição complexa e diferente de qualquer coisa que você associaria aos Bee Gees. O mesmo ocorre em outras faixas, mas canções como First of May (que, aliás, também está no filme, mas não estava no meu vinil) carregam o DNA inconfundível da banda.

Odessa (1969), Bee Gees.

Em tempo: o filme narra o romance entre duas crianças, Melody e Daniel, o mesmo nome do meu irmão, que, ao contrário de mim, era fã dos Bee Gees. Não era a toa que não se perdia uma reprise lá em casa.

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