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25

20/12/2015
25

25 (2015), Adele.

Quando saiu a primeira música de trabalho do novo disco da Adele, senti uma certa decepção geral. Havia uma grande expectativa para o novo álbum, e isso às vezes atrapalha um pouco. Do 21 ao 25, teve a música de abertura do James Bond, um grande single. Não se esperava agora nada menos do que Skyfall, mas acontece que o novo álbum não traz nenhuma faixa à altura.

O disco é ruim? Não, longe disso. Adele continua sendo aquela cantora capaz de transformar Atirei o pau no gato num momento épico da história da música. O álbum é bem produzido e as músicas, no geral, são boas, mas nenhuma que impressione. Enquanto 21 tinha uma penca de hits, 25 não tem nenhum.

Quando uma canção mediana como Hello é escolhida como abre alas de um mega lançamento, já fica evidente que não há, nem para quem participou das gravações, uma música que se destaque, um sucesso natural.

Quando George Harrison gravou seu excelente All things must pass, com dois vinis de material inédito para dar início a sua carreira solo, Phil Spector cravou: My Sweet Lord tem de ser a música de trabalho. Quando o U2 gravava The Unforgettable Fire no Slane Castle, os rapazes chamaram o produtor de seus três primeiros álbuns, Steve Lillywhite, pra dizer o que achava do material, ele foi enfático: desde que Pride esteja no disco, tudo vai dar certo. Em 25 não há tal canção, então os produtores tiveram de chutar.

Voltando aos irlandeses, após cinco anos de seca discográfica, o U2 lançou No line on the horizon, um álbum sem um single óbvio. A música escolhida não foi lá grande coisa, e nenhum outro single lançado se destacou. Algo semelhante se repetiu em Songs of Innocence, também lançado após novo hiato de cinco anos, com uma música de trabalho que não empolgou nem um pouquinho. Mas logo em seguida Every Breaking Wave apareceu pedindo passagem e a banda conseguiu seu primeiro grande sucesso em dez anos. Às vezes, o sucesso ocorre de forma inesperada.

Tais músicas tem o condão de fazer com que a pessoa se materialize numa loja para pedir, não o novo álbum de determinado artista, mas aquele disco que tem a música tal. Provavelmente muita gente entrou numa loja pra pedir o disco do Rolling in the deep, daquela cantora… Qual o nome? Mas será que alguém pediu pra comprar o disco do Hello?

O álbum 25 tá bombando, ingressos pros shows já estão sendo disputados a tapa, mas porque as pessoas querem ouvir Adele, cantando não importa o quê.

Então, gostar ou não do novo álbum é uma questão de expectativa. Quem esperava um novo 21 vai se decepcionar. Quem esperava simplesmente ouvir Adele cantando músicas novas vai adorar Quem esperava apenas ouvir um bom álbum de uma boa cantora vai ficar satisfeito.

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21

25/07/2011

Adele 21 (2011)

Esperei passar o hype pra conhecer a nova diva da música britânica. De início, me agradou não ser algo no estilo Joss Stone ou Amy Winehouse (não porque não goste do estilo, muito pelo contrário, mas pela mesmice), mas uma abordagem mais pop/rock sessentista.

A voz é de muita personalidade e alta qualidade. Boas interpretações. Um cover inusitado do The Cure (Lovesong) e o resto de composições próprias. Espero ansiosamente pelo “23”.