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Fagner & Zé Ramalho

28/06/2015
Fagner & Zé Ramalho ao Vivo (2014).

Fagner & Zé Ramalho ao Vivo (2014).

Durante as gravações, Fagner se empolgou e começou a tocar Borbulhas de Amor, Zé Ramalho largou o violão e deixou o palco. Fico imaginando como não deve ter sido fazer esse projeto reunindo o bardo cearense de pavio curto com o temperamental menestrel da Paraíba.

No resultado final, as vozes se complementam que é uma beleza, particularmente nas músicas menos badaladas, como Dois Querer, Asa Partida, Pelo vinho e pelo pão e até a escancaradamente ecológica Canção da Floresta.

Em faixas “arrasadoras” como Noturno e o medley Jura Secreta/Revelação, Fagner erra ao agir como se estivesse em seu próprio show, deixando o karaokê tomar conta. Isso diminui o momento especial de unir esse dois artistas especialíssimos, que, em tese, deveria ser apreciar o que a dupla tem a oferecer em cada releitura. Resultado: na saideira com o grande sucesso de Zé Ramalho, Admirável Gado Novo, o compositor decide mostrar que também é bom de karaokê.

Em Mucuripe (e em Noturno, antes de começar o karaokê), Fagner canta com uma nostalgia conformada, enquanto é Zé Ramalho quem canta a canção do cearense com a urgência nervosa do original.

No geral, o álbum (não assisti ao DVD) é uma delícia, mas fiquei com a impressão de que a química entre os dois amigos e vizinhos foi tão complicada quanto as minhas provas de Inorgânica na escola.

Em tempo: parece que Fagner atacou de Borbulhas, que não havia sido ensaiada, após Zé ter mandado Avohai, que também estava fora do script. Ambas ficaram de fora do CD/DVD.

Chão de Giz ao vivo no Theatro Net Rio.

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