Archive for the ‘Los Tres’ category

Top 20 – Álbuns ao Vivo (parte 5)

14/10/2015
Los Tres MTV Unplugged (1996).

Los Tres Unplugged (1996).

O disco que me abriu definitivamente as portas para o pop/rock latino-americano foi uma coletânea beneficente da qual participava Mercedes Sosa, Fito Paez, Charly Garcia, Café Tacvba e também os Paralamas. Entre as faixas que mais me agradou estava uma versão ao vivo de Flores Secas, uma música de forte estilo jazzístico dos completamente desconhecidos Los Tres.

Um belo dia, na finada Gramophone do 1° piso do Shopping Gávea, passava os dedos despretensiosamente pelo saldão da loja e lá estava o Los Tres MTV Unplugged. Continuei minha rápida pesquisa sem dar maior atenção, pois havia registrado “Los Lobos”. Mas algo me fez voltar e conferir: “não, é Los Tres!”. Então me lembrei daquela faixa da coletânea de Chiapas e logo virei na contracapa para ver se Flores Secas estava ali. Não estava. Dei uma desanimada. Mas o preço era tão convidativo (menos de 4 reais na época, cerca de 97/98) que resolvi comprar assim mesmo.

A primeira audição foi de total estranhamento, o que é normal quando se começa a ouvir pop/rock em uma língua que não a inglesa. Pra tornar a empreitada ainda mais desafiadora, algumas faixas (logo as primeiras!) eram bem distantes daquele jazz que havia me agradado. Afinal, o show registrava principalmente o álbum no qual a banda faz a ponte entre o rock e o folk chileno.

Lá pela terceira ou quarta audição (que saudades desse tempo em que era possível dedicar tantas horas a um único álbum) já estava encantado com a maestria instrumental da banda, os arranjos e as letras um tanto arrojadas (algumas até mesmo pretensiosas). O único pecadilho do disco é o som um pouco grave demais.

Assim como o Alchemy do Dire Straits, o show registra versões definitivas para muitas canções e transcende o aspecto “coletânea ao vivo”. Até então, Los Tres haviam lançado apenas três álbuns. Do segundo foi retirada apenas uma faixa, Gato por liebre, muito melhor do que a versão em estúdio. As demais faixas dividem-se entre o primeiro e terceiro álbum, além de uma faixa totalmente inédita, Traje desastre, nunca registrada em estúdio. No final do show, uma homenagem com três canções a Roberto Parra (compositor e folclorista chileno, irmão de Violeta Parra), duas cuecas e um foxtrote.

Fiquei tão fissurado pelo álbum que, numa época em que vendas pela internet ainda engatinhavam e os sites de busca eram sofríveis, tratei de correr atrás de outros CDs da banda, conseguindo importar os três primeiros diretamente de uma loja chilena (infelizmente, no mesmo mês em que o dólar “descongelou” no início do 2° mandato de FHC).

A partir daí, não parei mais de pesquisar e explorar bandas e artistas de pop/rock hispânico. Quanto mais eu conhecia, mais eu via que valia a pena.

O álbum foi lançado em 1996, mas a gravação, feita nos estúdios da MTV em Miami, foi realizada em setembro de 1995. Trata-se do primeiro unplugged de um grupo chileno para a MTV.

Aqui está o show quase completo da MTV. Algumas faixas do show não foram transmitidas, de forma que o CD é mais completo.

A Voz dos 80 e as Vozes dos 90 (Rock Hispânico parte 5)

21/06/2015
Pateando Piedras (1986), Los Prisioneros.

Pateando Piedras (1986), Los Prisioneros.

Tanto o heavy metal quanto o punk rock entraram no gosto da juventude chilena nos anos 80. Mas o governo Pinochet não era terreno dos mais férteis para o desenvolvimento de uma cena roqueira nacional de vulto. A banda que consegue romper esse obstáculo, mesmo com letras críticas e postura contestatória, é Los Prisioneros, tornando-se a principal referência musical da década de 80.

Formada em 1979, Los Prisioneros mesclavam punk com batida new wave e lançaram seu primeiro álbum em 1984, La Voz de los 80. Trata-se de um trio formado por Jorge González (voz e baixo), Claudio Narea (guitarra) e Miguel Tapia (bateria). Em 90, Claudio deixa a banda, que lança apenas mais um álbum antes de seu fim. Um retorno do grupo nos anos 2000 rende mais dois discos.

O primeiro álbum foi totalmente independente e sua divulgação encontrou alguns problemas com a censura. O segundo álbum, Pateando Piedras, incorpora teclados e sintetizadores, estourando comercialmente com hits como ¿Por qué no se van? e El baile de los que sobran, considerada a música mais emblemática da banda. Los Prisioneros mantinham na época uma rixa unilateral com os argentinos do Soda Stereo.

O disco seguinte, La Cultura de la Basura (1987), foi um estouro de venda devido ao hype, mas na verdade não agradou muito, refletindo um clima de desagregação interna. Minha canção preferida do grupo, We are sudamerican rockers, é dessa época, mas só saiu na edição sulamericana do álbum, editado no ano seguinte. A canção é uma brincadeira sobre o domínio do rock anglófono no continente e só foi lançada no Chile na coletânea de 1992, Grandes Êxitos, que marcou o fim da banda.

Com o fim da Era Pinochet e a volta da democracia ao Chile, foi possível consolidar uma cena rock no país. Dessa nova geração musical se destacaram as bandas Lucybell, La Ley e Los Tres.

Uno (2000), La Ley.

Uno (2000), La Ley.

La Ley foi a banda chilena a alcançar maior destaque internacional. Começou em 1987 sob liderança do guitarrista Andrés Bobe, com a pretensão de fazer um som que misturasse Duran Duran, The Cure e Depeche Mode. Após experimentar diferentes vocalistas, inclusive feminino, chegam a Beto Cuevas, um talentoso vocalista com nacionalidade canadense.

Após um álbum independente em 1989, lançam Doble Opuesto em 1991, atingindo imediatamente o mercado mexicano, a Meca dos roqueiros chilenos. O segundo álbum homônimo, lançado em 1993, consolida o sucesso da banda, que é chamada pra fazer música para programas de TV, apresentações no México e Estados Unidos, incluindo a gravação de um MTV Unplugged, sendo a primeira banda hispanoamericana que realizaria tal proeza. Entretanto, a gravação não aconteceu devido à morte de Andrés Bobe em um acidente de trânsito em 1994 (quem acabou estreando a atração foram os argentinos dos Fabulosos Cadillcs). Bobe também iria produzir o álbum de estréia da banda Lucybell.

Com a morte de seu líder e principal compositor, o futuro da banda tornou-se incerto, incluindo aí disputas de direitos com os familiares de Bobe. A banda dá a volta por cima com o disco Invisible (1995), que bate em vendagens o Soda Stereo (feito que Los Prisioneros não conseguiram). No mesmo ano, a banda muda sua base para o México.

A segunda metade da década foi de divergências entre os integrantes, com a saída do baixista original, Luciano Rojas, em 1999. Em 2000 sai o álbum Uno, que garante um Grammy ao grupo. O álbum é um pop/rock competente e bem produzido, mas não impressiona. No ano seguinte a banda grava finalmente seu MTV Unplugged, que mereceu mais um Grammy Latino, além de prêmios da Bilboard e da MTV Awards. O grupo se separara em 2005, voltando bem mudado em 2014.

Todos Sus Exitos (2003), Lucybell.

Todos Sus Exitos (2003), Lucybell.

Lucybell é uma banda alternativa inspirada no britpop, com estreia discográfica em 1995 e ainda ativa. Em 2003 se mudou para Los Angeles em busca de sucesso internacional. Assim como o La Ley, não há nada no som da banda, até onde escutei, que remeta a uma fusão do pop/rock com a música popular. As músicas ficam entre a batida eletrônica e clima etéreos, como em Carnaval.

Se La Ley foi a banda de rock chileno de maior repercussão internacional, Los Tres é a mais importante e influente dos anos 90, combinando rock, jazz e música folclórica, ao contrário de seus conterrâneos acima citados, que seguem a cartilha do pop/rock internacional . Surgida a partir da amizade entre o guitarrista e vocalista Álvaro Henríquez e o baixista Roberto ‘Titae’ Lindl, a eles se juntaram o baterista Francisco Molina e o guitarrista Ángel Parra, neto de Violeta Parra.

Los Tres (1991).

Los Tres (1991).

O primeiro álbum, Los Tres, lançado em 1991, apresenta uma mistura de rockabilly com o jazz e traz logo de cara cinco importantes faixas: Pájaros de Fuego, He barrido el sol, La primera vez (um petardo contra Pinochet), a jazzística Flores Secas e a popular Un amor violento, que muito lembra as músicas românticas de Roberto Carlos da época da Jovem Guarda. O regime militar é um tema recorrente do disco, que não conta com uma produção das melhores.

Se Remata El Siglo (1993), Los Tres.

Se Remata El Siglo (1993), Los Tres.

O álbum seguinte, Se Remata El Siglo, foi lançado pela Sony e recebeu produção mais apurada. Contudo, foi criticado pelo excesso de influência do grunge. Uma versão posterior remasterizada do CD tratou de “limpar” essa influência do disco.

La Espada & La Pared (1995), Los Tres.

La Espada & La Pared (1995), Los Tres.

É com La Espada & La Pared, de 1995, que o grupo atinge o seu auge e consolida o seu som, incorporando elementos da música popular. Ainda assim, o álbum conta com o blues rasgado Hojas de Té, e covers de All tomorrow’s parties, do Velvet Underground, e Tu cariño se me va, uma homenagem a Buddy Richard, cantor das origens do rock chileno nos anos 60. Incluí esse disco no meu Top 20 dos anos 90.

A qualidade de letra e música de canções como Déjate caer e Tírate permitiu ao grupo atingir uma larga faixa de público e alcançar o mercado mexicano, atraindo a atenção dos músicos do Café Tacvba. Tal repercussão fez o grupo voar a Miami para gravar um MTV Unplugged em 1995. Naquele mesmo ano, a TV americana investiu firme no mercado hispanoamericano, produzindo ainda o unplugged do argentino Charly Garcia e das bandas mexicanas Café Tacvba e Caifanes.

Los Tres Unplugged (1996).

Los Tres Unplugged (1996).

O MTV Unplugged é um grande sucesso, com releituras preciosas das canções e excelente execução instrumental, com os músicos fazendo-se valer de sua formação jazzística e acadêmica. O show apresenta uma canção inédita, Traje Desatre, nunca lançada em estúdio, e termina com uma homenagem a Roberto Parra, tio-avô de Ángel recém falecido, emendando três composições tradicionais. Uma delas, Quién es la que viene allí, é versão do foxtrot Yes Sir, that’s my baby. Algumas canções da banda ganharam sua melhor versão nesta apresentação, particularmente La Primera Vez e Pájaros de Fuego.

O mergulho do grupo na música folclórica o levou a gravar um álbum duplo ao vivo inteiramente dedicado a cuecas e cumbias (dois ritmos populares). Foi lançado também Peinate, o registro de uma apresentação da banda junto com Roberto Parra e seu irmão Lalo Parra realizada em 1994.

Fome (1997), Los Tres.

Fome (1997), Los Tres.

Após a digressão pela música popular, Los Tres volta com tudo para o presente em Fome (1997). Apesar de ter um instrumental mais enxuto, o álbum apresenta uma coleção de composições complexas, diversificadas e letras herméticas. Um disco de grande vitalidade e criatividade. Faixas como Bolsa de mareo, Olor a gas e La Torre de Babel nem de longe remetem ao título, uma gíria chilena que significa “aborrecido”, “sem graça”, “chocho”.

La Sangre en el Cuerpo (1999), Los Tres.

La Sangre en el Cuerpo (1999), Los Tres.

O álbum de 1999, La Sangre em el Cuerpo, tenta seguir a mesma linha, mas os atritos internos impediram que atingissem o mesmo nível. Na época, Álvaro Henríquez estava casado com a estrela mexicana em ascensão Julieta Venegas, que participa da faixa No me gusta el sol. O grupo se separou no fim da turnê lançando o disco ao vivo Freno de Mano. Tanto o título quanto a capa referente ao Let it be dos Beatles simbolizam bem o momento “apagar das luzes”.

Entre 2000 e 2006, Henríquez montou a banda Los Pettinellis e depois gravou um álbum solo. Os demais integrantes formaram o Ángel Parra Trío, uma grupo de jazz. Molina logo saiu e seguiu projetos particulares. Em 2002, os amigos mexicanos do Café Tacvba gravam um EP em tributo à banda, Vale Callampa, fazendo releitura de quatro composições. Pancho Molina é o único a não se interessar pelo retorno do grupo em 2006.

Hágalo usted mismo (2006), Los Tres.

Hágalo usted mismo (2006), Los Tres.

A banda retoma as atividades com o ótimo Hágalo Usted Mismo, emplacando sucessos como a faixa-título e Cerrar y Abrir. Incluí este álbum no meu Top 20 da década de 2000. O álbum seguinte, Coliumo, só saiu em 2010, dedicado às vítimas do terrível terremoto daquele ano. Musicalmente, não possui a mesma força do disco de regresso. Em 2013, Ángel Parra deixa a banda.

Na sequência do boom do rock nacional ocorrido tardiamente nos anos 90, vale citar Javiera y Los Imposibles, grupo de Javiera Parra, irmã de Ángel (e, portanto, neta de Violeta Parra), com estreia discográfica em 1995, que contou com a ajuda de duas composições da lavra de Álvaro Henríquez (Los Tres), que ainda chamou o companheiro de banda Roberto Lindl para tocar no álbum. O álbum AM, de 2001, é composto de versões de sucessos das rádios AM dos anos 70, fazendo muito sucesso com as faixas Maldita Primavera, Respiro e No, basicamente baladas românticas (como o próprio conceito do álbum sugere). O disco seguinte, El Poder de Amar, segue uma proposta mais pop, se afastando do som mais eclético do álbum original.

Top 20 – 1990/1999 (4ª parte)

02/01/2012

La Espada & La Pared (1995), Los Tres.

Los Tres é uma banda chilena surgida nos primeiros anos de retorno à democracia no Chile, formada em Concepción, fora da capital Santiago. Até então, o ícone rock dos jovens chilenos era a oitentista Los Prisioneros.
Logo em seu primeiro disco, a banda surgiu com grandes canções, mostrando um bom domínio dos instrumentos, letras complexas e um certo toque jazzístico. Entretanto, os dois primeiro álbuns ainda revelavam uma banda em busca de sua identidade. E essa foi encontrada em seu 3º disco em estúdio, que levou a banda a ser conhecida na América Latina, inclusive México, e a gravar um Unplugged MTV em Miami.
La Espada & La Pared apresenta uma perfeita mistura de rock, blues, jazz e ritmos regionais. O disco abre com minha música preferida da banda, Déjate caer (Las horas no demoran / A mi alma desertora /Explícalo muy bien /se abre la tierra el cielo está a mis pies), e apresenta ainda o blues animado de Hojas de Té (Los recuerdos harán que te olvide / Que no se te olvide acordarte que me tienes que olvidar), a irônica Tírate (Y si me dices que te vas / que no lo quieres intentar / entonces abre la ventana y tírate) e a lírica Me rompió el corazón (Mi último adiós / no espera perdón / sólo dos lágrimas de amor /que veo en tu alma).
Infelizmente, o disco conta também com a pior música da banda, Moizefala, que parece saída de um festival de música brega. No final, dois covers fecham o disco: Tu cariño se me va, de um velho e popular cantor chileno chamado Buddy Richard, e uma inusitada versão de All Tomorrow’s Parties, do Velvet Underground.
Em 1997, Los Tres gravariam seu 4º disco em estúdio, Fome, no geral tão bom quanto este (e até mesmo mais regular), mas sem músicas tão marcantes.

Dejate caer ao vivo no Unplugged MTV.

Top 20 – 2000/2009 (4ª parte)

09/11/2011

The Greatest (2006), Cat Power.

Fazia tempo que ouvia falar de Cat Power, mas nunca tomava a iniciativa. Até que me mostraram uma versão dela de Wonderwall; adorei! Fui totalmente no escuro a The Greatest, não lembro se na ilusão de ser uma coletânea. De qualquer forma, foi um daqueles golpes de sorte: foi paixão à primeira audição. The Greatest me revelou uma voz sensacional, de repertório variado, arranjos delicados, produção sofisticada e som cristalino. Minha esposa chegou a ficar com ciúme, mas teve sua vingança: ela deu show no Circo Voador no mesmo dia em que havíamos marcado a celebração do aniversário dela (o que o amor não faz…).

Tão contente fiquei, que fui pras origens, discos dos anos 90: Moon Pix e The Covers Record (de cujo bootleg havia saído a versão de Wonderwall). Confesso que fiquei desapontado. Os discos eram monótonos, monocórdios e desanimados. Então resolvi ir para frente, pro disco posterior, Jukebox, também de covers, e percebi que esta década foi muito mais abençoada para Chan Marshall (a cabeça, voz e membros por trás de Cat Power).

The Greatest no programa do Jools Holland.

Hágalo usted mismo (2006), Los Tres.

A banda de rock chilena Los Tres acabou em 2000 e anunciou sua volta em 2006. Tive aquela impressão de volta caça-níqueis após carreiras solo decepcionantes. Só quem não topou foi o ex-baterista, Francisco Molina, que se tornou uma referência no circuito jazz chileno. Mas eis que o disco de retorno, Hágalo usted mismo, revelou-se uma grata surpresa.

Com uma ajuda na produção do amigo Emmanuel Del Real, do Café Tacvba, o disco está entre os melhores da banda. Com produção acima dos discos dos anos 90, eles apresentam 10 canções com a mistura de rock e música popular chilena que marcou o som da banda desde o 3º álbum de estúdio, La Espada & La Pared.

Link para a divertida faixa título aqui, em mais um vídeo bizarro típico de Los Tres.

We Shall Overcome: The Seeger Sessions (2006), Bruce Springsteen.

Primeiro disco de covers de Bruce Springsteen. O roqueiro quase sessentão (na época) decidiu mergulhar no universo sonoro de Pete Seeger, o mesmo que tentou cortar os fios dos instrumentos de Bob Dylan a machadadas, responsável pela popularização de diversas músicas do folclore americano. A maioria sem autor conhecido, músicas tradicionais, executadas com muita paixão.

Bruce deixou um pouco de lado a E Street Band, com quem havia voltado a tocar em 2000, juntou um grupo de músicos pouco conhecidos e a esposa, Patti Scialfa, e se enfurnou numa fazenda para ensaios. O resultado, em gravação relâmpago, deu origem à Bruce Springsteen with the Sessions Band Tour, com a adição de mais músicos e a troca do tocador de banjo.

A turnê foi registrada em seu final, no DVD Live in Dublin, gravado no The Point. Cerca de 10 faixas do disco eram tocadas ao vivo, mescladas a outros covers e clássicos de Bruce, só que totalmente rearranjados pra encaixar no universo musical folk. Growin’ Up, por exemplo, só é reconhecível pela letra. Open all night, uma canção de Nebraska pela qual se passa batido, torna-se um grande momento do show. E são 18 músico no palco, dançando, cantando, trocando de instrumento, muito bem ensaiados para o deleite do público. E todos têm seu momento de brilho.

O Mary don’t you weep ao vivo em Dublin.