Archive for the ‘Norah Jones’ category

Featuring Norah Jones

09/06/2016
Featuring Norah Jones

…Featuring Norah Jones (2010).

Featuring Norah Jones é uma daquelas coletâneas que reúnem o material espalhado de artistas em discos de outros, em tributos ou trilhas sonoras. Neste caso, são várias participações de Norah Jones em disco alheio, algumas ao vivo, e apenas uma em álbum próprio. Ficam de fora parcerias mais recentes, como com a meia-irmã Anoushka Shankar e o álbum gravado com Billy Joe Armstrong, uma vez que a coleção aborda o período de 2001 a 2010.

Normalmente, tais discos não primam pelo conjunto, nem pela regularidade, mas costumam ser bem divertidos ou trazer algumas surpresas. No caso deste, além de algumas parcerias inusitadas, como Foo Fighters e Belle & Sebastian ou Outkast e Q-Tip, a surpresa fica por conta de como Norah consegue harmonizar bem com cada artista e cada estilo, como se trabalhassem juntos habitualmente.

Norah é a cantora com quem qualquer deveria gostar de gravar. Não importa o quão bizarro possa parecer, vai dar certo.

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Foreverly and Everly

11/01/2014
Foreverly (2013), Billy Joe Armstrong + Norah Jones.

Foreverly (2013), Billy Joe Armstrong + Norah Jones.

Quais as chances de um cantor de punk rock resolver gravar um disco de country e dar certo? Billy Joe Armstrong, do Green Day, resolveu a questão chamando Norah Jones, uma menina que entende do assunto. Por mais insólito que seja, Foreverly funciona.

E não se trata de um disco qualquer, mas a regravação de Songs Our Daddy Taught Us, álbum de 1958 da dupla The Everly Brothers.  Norah faz a segunda voz em quase todo o álbum, assumindo o protagonismo em apenas uma faixa. A sonoridade relembra aquela dos primeiros álbuns de Norah Jones, que chamo de música para dormir (no bom sentido). Bom para escutar num final de tarde, sentado na varanda, enquanto o vento que traz a chuva chacoalha as folhas no chão.

Vídeo de Silver Haired Daddy of Mine.

 

 

LITTLE BROKEN HEARTS

31/07/2012

…Little Broken Hearts (2012), Norah Jones.

Desde seus dois primeiros discos, em 2002 e 2004, quando surgiu com seu country-jazz de ninar, Norah Jones vem efetuando sutis mudanças de sonoridades em seus discos. Agora, com Little broken hearts, a artista parece ter se libertado de vez daquela roupagem. Com efeitos na guitarra e bateria mais pop, Norah se torna uma compositora e intérprete mais versátil.

Curiosamente, esse mergulho na modernidade ocorre logo após do ótimo For the good times, do seu projeto com o The Little Willies, no qual mergulha de cabeça no country.

Não que eu ache que cantoras como Diana Krall, Joss Stone ou Madeleine Peyroux precisem modernizar seu som. Apenas acho que as mudanças na carreira de Norah Jones muito bem vindas, e lhe caiu muito bem. Ficamos na expectativa de como será o seu novo show, prometido aos brasileiros para dezembro de 2012.

Happy Pills, música de trabalho, no Later with Jools Holland.