Archive for the ‘Robert Plant’ category

Robert Plant and the Band of Joy

10/11/2012

Robert Plant and the Band of Joy live from the Artist Den (2012).

Artist Den é um programa americano que produz shows de artistas conhecidos em lugares inusitados, sempre de alguma importância histórico-cultural. E foi daí que saiu o DVD de Robert Plant com a Band of Joy, gravado no auditório do War Memorial, em Nashville.

A proposta não parece diferir muito do que li sobre os shows dele aqui no Brasil em 2012. Um mix de canções recentes, tradicionais e clássicos do Led Zeppelin com outros arranjos.

Muitos criticam Plant por não ter aceito sair em turnê com o Led, mas pra quem anda produzindo música de boa qualidade como ele, realmente não faz sentido prender-se à nostalgia.

Em entrevista, Plant fala sobre os músicos e como ninguém ia querer tocar numa banda tributo. É importante que a música esteja viva e o produto final derive do trabalho e, principalmente, do prazer de tocarem juntos noite após noite.

É gratificante ver que, para um artista como Robert Plant, a música ainda é a principal motivação para subir no palco. Já não podemos dizer o mesmo de muitos colegas mais jovens.

Em tempo: o disco Band of Joy é muito legal!

Band of Joy (2010), Robert Plant.

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Top 20 – 2000/2009 (3ª parte)

04/11/2011

Raising Sand (2007), Robert Plant e Alison Krauss.

Há pouco a acrescentar ao que já comentei aqui no blog. Apenas que, com este disco e o inteiramente solo, Band of Joy, lançado em 2010, Robert Plant mostrou que tinha mais o que fazer do que sair por aí numa turnê-museu ao lado de Jimmy Page e John Paul Jones. Após o show histórico no O2 Arena, Plant foi culpado pelo fracasso de uma tour com o Led Zeppelin. Escutando esses discos, só tenho a dizer que o mundo da música agradece.

Aqui o link para Killing the blues, no Later with Jools Holland, em 2008.

American Doll Posse (2007), Tori Amos.

Talvez uma das piores capas da história da indústria do disco. Mais quem vê capa não vê coração. Após o début oficial com Little Earthquakes, Tori Amos enfileirou ótimos discos, mas nenhum a ponto de rivalizar com ele. Após alguns discos bons, mas que já soavam mais do mesmo, quando não esperava mais nada excepcional desta irrequieta pianista e cantora norte-americana, ela me aparece com o melhor disco desde a estreia.

Apesar de um pouco longo demais, como os dois discos anteriores, American Doll Posse é bom do início ao fim. Se há músicas que soam medianas, é pelo simples fato que, aqui, o nível é elevado. Bouncing off clouds, Digital Ghost, Devils and Gods, Father’s Son e Smokey Joe estão entre minhas favoritas.

Para forçar a inspiração para este disco, Tori imaginou uma banda só de mulheres, a personalidade e a história de cada uma, e compôs cada música incorporando estes personagens. O resultado é arrebatador!

Aqui, versão ao vivo de Digital Ghost na Antuérpia em 2008.

Neon Bible (2007), Arcade Fire.

Após o bem sucedido long play inicial, os canadenses do Arcade Fire tinham tudo para seguir a fórmula que havia dado certo. Em vez disso, seguiram novos caminhos, com o mérito de inovar sem perder a identidade sonora.

Neon Bible chega a ser melhor que Funeral, mostrando maturidade e criatividade, impressão reafirmada em seu álbum de 2010, The Suburbs. Pra mim, a banda mais instigante nascida nesta década.

Vídeo de No cars go.

Raising Sand

03/05/2010

Raising Sand (2007), Robert Plant & Alison Krauss.

A gente sabe bem que prêmios como Oscar e Grammy não são parâmetros de nada. Mas de vez em quando eles acertam. o premiado Raising Sand é, de fato, muito bom. Alison Krauss tem uma linda voz, e, em algum momento, chega a soar como uma Loreena McKennitt que se bandeou para o blues. Plant tem uma participação delicada e, com muita humildade, deixa a companheira brilhar. Os arranjos são de muito bom gosto, onde cada som se destaca. Ressalto, num primeiro momento, as canções Killing the blues, Sister Rosetta goes before us e Trampled Rose. Pensei que fosse ouvir um disco puxado pro country, mas isso seria um reducionismo atroz. Raising Sand vai muito mais além.