Archive for the ‘The Cure’ category

Top 10 – Coletâneas (parte 2)

20/07/2016
Staring at the Sea

Staring at the Sea – The Singles (1986), The Cure.

Staring at the Sea parece ser um disco onipresente dos anos 80, daqueles que era possível encontrar em todas as lojas e em todas as casas. Apesar do disco que tenha feito o The Cure ser popular seja o The Head on the Door, é esta coletânea, vinda na esteira deste sucesso, que estourou comercialmente. E o diabo é que ele faz a banda soar homogênea ao longo de todo o álbum. E, mesmo que você tenha toda a coleção, ainda assim você quer ter esse CD. Simplesmente porque é bom demais!

Top 20 – 1980/1989 (6ª parte)

29/04/2012

The Head on the Door (1985), The Cure.

Acredito que tenha sido com The Head on the Door que The Cure atingiu seu auge de popularidade. Bem, talvez a coletânea Standing on a Beach tenha sido determinante, mas creio que uma coisa levou à outra. Levou, por exemplo, ao vídeo do show The Cure in Orange, que encontrei vendendo em DVD como “Wembley Stadium“. In Between Days foi até tema do remake da novela Selva de Pedra! Além desta, o álbum conta com as conhecidas Close to me, A Night Like This e Kyoto Song. E ainda Six different ways e a ótima Push. Logo depois eles vieram ao Rio e tocaram no Maracanãzinho.

Mas eu não tava nem aí. Como já disse antes, comecei a gostar pra valer da banda nos anos 90, apesar de já gostar de algumas músicas. Minha entrada no universo pós-punk foi mesmo via U2 e Echo & the Bunnymen.

The Head on the Door junta o lado deprê e o lado alegre da banda, revelado no The Top (quase matando de enfarte alguns fãs do gótico Pornography). Pra mim, uma obra prima da banda junto com o Disintegration.

Push ao vivo em Orange, 1986.

Top 20 – 1980/1989 (1ª parte)

10/02/2012

Ao contrário dos anos 90, fazer uma lista dos meus discos preferido dos anos 80 foi relativamente fácil e rápido, embora ainda esteja incerto quanto aos álbuns do BRock. Talvez essa facilidade se deva ao fato dessa década ser a qual estou mais ligado afetivamente. Então, eu tinha certeza do que eu queria aqui.

Mesmo assim, tive dificuldades em separar discos que eu gosto bastante hoje em dia de discos que foram muito importantes pra mim na época, mas que já não tem a mesma relevância.

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Automatic (1989), The Jesus & Mary Chain.

Na 1ª vez que ouvi Automatic, tive uma reação conflitante. Havia grandes canções, mas era muito diferente do Darklands, que eu adorava. Fiquei ainda mais ressabiado quando soube que era com bateria eletrônica (mal sabia eu que Darklands também era). Mas, enquanto no disco anterior a bateria se limitava a soar como uma bateria, em Automatic ela é usada pra criar uma tensão com as guitarras, que parecem querer explodir, expandir, mas ficam contidas pelo tempo rígido da bateria. Sensacional!

Mesmo assim, quando assisti ao show deles na turnê do Automatic no Canecão, fiquei decepcionado quando tocaram apenas uma música do Darklands: April Skies. O que não me impediu de dançar bastante olhando pro chão, como o protocolo alternativo da época exigia (ou minha timidez, vá lá…).

Automatic e Darklands são, pra mim, uma espécie de Achtung Baby e Joshua Tree do Jesus & Mary Chain: duas obras primas em sequência e com propostas distintas (ok, não tão distintas quanto os álbuns do U2).

A versão em CD possui 2 faixas a mais, mas isso pouco altera a percepção da obra, pois são pouco mais de 3 minutos extras. Entre as 10 faixas originais, há pelo menos 6 excelentes músicas. A mais conhecida talvez seja Head on, que ganhou cover do Pixies (e, posteriormente, da Legião Urbana, mas sobre a versão do Pixies).

Vídeo de Head on.

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Disintegraton (1989), The Cure.

Confesso que o The Cure passou um pouco batido por mim nos anos 80. Eu gostava da banda, assim como gostava (menos) de Smiths, mas estava longe da adoração que dedicava a U2, Echo & The Bunnymen e The Jesus & Mary Chain. O lançamento do álbum duplo Kiss me, Kiss me, Kiss me, um tanto over, ajudou a empurrar meu mergulho no som da banda um pouco mais frente.

Após assistir o vídeo de Show (vídeo do CD duplo ao vivo da turnê do Wish, de 1992) no Estação Botafogo, é que me deu o click. Apelei pro meu primo Sérgio, que, na época, tinha toda a coleção da banda, exceto o The Top, incluindo o recém lançado Wild Mood Swings (1996). Dei uma geral em todos os CDs, fiz uma lista extensa que ele resumiu em 3 fitas TDK 60, muito bem gravadas e fora de ordem cronológica, de forma que me apeguei muito às canções, sem me ligar muito de quais álbuns elas vieram.

Gostei tanto que parti pra gravação de fitas ao vivo: uma com o Show, outra com o Paris (da mesma turnê) e uma 3ª com o Entreat, da turnê do Disintegration (The Prayer Tour), em 1991 – praticamente um bootleg. O CD tinha apenas 8 músicas: todas do Disintegration. E foi aí que eu senti pela primeira vez a força do disco. Talvez, por isso, seja meu álbum favorito do The Cure.

Lembrei de uma amiga, em 89, comentando como o disco era lindo e cortava o coração. De fato, o disco foi um retorno à atmosfera depressiva do Pornography (1982), e é belíssimo. Enquanto o álbum de 82 me chama a atenção pela bateria, Disintegration é levado pelos teclados. Fora a empolgante Fascination Street, que mantém a sonoridade dos dois álbuns anteriores, no disco predomina a cama de teclados e a voz lamentosa de Robert Smith.

Entretanto, fazendo um contraponto a esse possível convite a cortar os pulsos, Lovesong surge como uma verdadeira música de amor, merecendo cover tanto de Adele (no álbum 21) quanto de Tori Amos (apenas ao vivo).

A linda Pictures of You ao vivo em Wembley, 1991.

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The Stone Roses (1989).

Quando ouvi Stone Roses pela primeira vez (e foi logo quando saiu o vinil), nunca imaginei que a banda viraria cult para as gerações futuras. Ainda mais levando 5 anos para lançar o 2º (e último) disco, que muitos criticam, mas eu gosto.

Stone Roses me parece uma banda dos anos 60 que demorou a fechar contrato com a gravadora. Talvez fizesse muito mais sucesso disputando espaço com The Who, Kinks e que tais. E isso pode ser considerado um elogio, ok?

Sempre me intrigou as rodelas de limão na capa do LP de estréia… Não deveria ter rosas?

She bangs the drums, ao vivo, em 1989.

The Cure – Three Imaginary Boys (1979)

10/04/2010
The Cure - Three Imaginary Boys (1979)

The Cure – Three Imaginary Boys (1979)

O Flávio falou que eu tenho que escrever mais. Então, vamos lá.

Eu não gostei muito do primeiro disco do Cure. Achei regular, talvez bonzinho. Tem boas músicas, inclusive a clássica “10:15 Saturday Night”, mas…

O Robert Smith culpa a produção; talvez seja.

O cd que eu comprei vem com um disco bônus, com demos, faixas ao vivo, etc., e este cd é muito bom. Tem inclusive uma demo caseira do Robert Smith de “10:15…”, com teclados, que ficou legal.

Leia sobre o Cure aqui.