Archive for the ‘Van Morrison’ category

Top 30 – 1970/1979 (11ª parte)

19/03/2014
Bridge Over Troubled Water (1970), Simon & Garfunkel.

Bridge Over Troubled Water (1970), Simon & Garfunkel.

Nada mais anos 60 do que uma canção de Simon & Garfunkel. Mas, apesar de ter sido gravado em 1969, o lançamento de Bridge Over Troubled Water foi no início de 1970, que, apesar de tecnicamente ser década de 60, nesse meu Top Top não é.

A faixa título é a mais avassaladora interpretação de Art Garfunkel, e foi coverizada por Elvis, Aretha, Jackson 5, Willie Nelson, Whitney Houston, entre vários outros.  No “lado B” (coisa de velho), o igualmente clássico The Boxer. Ambas com letras inspiradíssimas. Como se não bastasse,  o disco ainda tem a linda The Only Living Boy in New York e a versão de Paul Simon para a peruana El Condor Pasa.

A inclusão da versão ao vivo de Bye Bye Love, boa música mas com qualidade de som inferior, é uma incógnita pra mim. E até hoje ainda não me decidi se gosto ou não de Cecília. São os dois únicos senões de um álbum que foi o canto do cisne de uma dupla que fez lotar de saudade o Central Park dez anos depois.  Pra mim, entretanto, mesmo já tendo um Greatest Hits sendo furado no toca-disco lá de casa, foi neste reencontro que eu descobri  Simon & Garfunkel.

Keep the Customer Satisfied ao vivo em 2003.

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Moondance (1970), Van Morrison.

Moondance (1970), Van Morrison.

Fui apresentado a Van Morrison por um amigo no final dos ano 80 pelo vinil de Astral Weeks, sempre referido como o melhor de sua obra. Entretanto, só fui mesmo parar para ouvir este genial irlandês mais de 15 anos depois, restabelecendo contato pelo mesmo Astral Weeks. Gostei tanto que resolvi arriscar o disco seguinte, Moondance. E aí fiquei chapado.

Com todo respeito ao disco anterior, que é mesmo sensacional e está cotado (mas não confirmado) pro Top 20 – 1960-1969, este é o meu disco favorito do Van Morrison, basicamente pela pluralidade musical apresentada. Na faixa-título ele avança com maestria para o reino do jazz como que possuído pelo espírito de um Tony Bennet (não a toa ganhou cover do Michael Bublé, o Harry Connick Jr. da vez).

Moondance ao vivo no Festival de Montreux, em 1980.

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After The Gold Rush (1970), Neil Young.

After The Gold Rush (1970), Neil Young.

Descobri After The Gold Rush pouco depois de Harvest (também incluso neste Top 30), e um é a continuação musical do outro. Ainda tateando no universo de Neil Young, fui atraído a este álbum pela presença de Southern Man, que eu conhecia de um cover bastante mal gravado do U2. A rapidez com que me aprofundei no universo deste bizarro canadense logo tornou obsoleto uma coletânea comprada na mesma época, que por isso mesmo escutei umas duas vezes no máximo (alguém aí interessado?).

A beleza desses dois álbuns representa pra mim o coração da obra de Neil Young (mas não a resume ou sintetiza), assim como A Day at the Races e A Night at the Opera para o Queen.

Tell me why ao vivo em 1970.

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Van Morrison em Montreux

14/02/2012

Van Morrison live at Montreux – 1974 e 1980 (DVD)

Trata-se de um DVD duplo documentando um show de Van Morrison em 1974 e outro em 1980 no famoso festival de Montreux, na Suiça.

No primeiro show, Morrison se apresenta com um trio improvisado às vésperas do show com um set curto de canções pouco conhecidas. É uma inesquecível jam session.

No segundo, ele está com sua banda e apresenta um show mais completo. É um som difícil de se imaginar nos anos 80, só mesmo em festivais como os de Montreux ou Free Jazz. Um show de música. Nota 10!

Tanto o áudio como as imagens estão muito boas, particularmente no 2º show. No vídeo de 74, a voz me pareceu estar bem mais alta que o instrumental, mas é algo que só deve preocupar o vizinho.

É engraçado notar a reação de Morrison entre as músicas. Parece que ele acabou de apresentar o relatório anual de vendas de peixe congelado temperado para a diretoria. E seu corpo só se mexe do diafragma pra cima. Abaixo, se movimenta menos que o suporte do microfone, mesmo quando toca Moondance (mas posso jurar que ele chega a flexionar o joelho). Não sei se a culpa é daquelas calças da época, que apertavam as bolas.

Troubadours, no show de 80.