Archive for the ‘Top 20 – filmes e vídeos de música’ category

Top 20 – filmes e vídeos de música (final)

16/10/2017

Finalizando o Top 20 de filmes e vídeos, acabo como tudo começou: com o U2.

Under a Blood Red Sky

Quando estava na escola, todo mundo andava debaixo do braço com o EP ao vivo do Under a Blood Red Sky, cuja maioria das faixas foi gravada na verdade em um festival de verão na Alemanha (há um DVD pirata dessa apresentação, e vale bastante a pena), e Pride (in the name of love) bombava nas rádios. Eu não gostava de Pride e New Year’s Day não me encantava. Até então, a única música do U2 que me agradara era Sunday Bloody Sunday.

Então eu estava na casa do meu primo Sérgio quando um amigo nosso, Rogério, pediu pra ver o vídeo de um show do U2: justamente Under a Blood Red Sky, cujo conteúdo é bem diverso (e mais extenso) que o disco. Simplesmente não consegui desgrudar o olho da tela. Fiquei chapado, deslumbrado, apaixonado! Toda a minha paixão pelo U2 deriva dessa tarde em um apartamento de fundos no Flamengo.

A banda tinha consciência de sua força ao vivo e investiu tudo o que tinha na gravação do vídeo. Já é lendário o caso do cancelamento do show em Red Rocks por causa das chuvas, precisando a banda ir à rádio e garantir que eles iam tocar.

Como acontece em toda lenda, a chuva parou miraculosamente pouco antes do show. Os poucos que se aventuraram a subir até o anfiteatro participaram de uma espécie de “seleção natural”: só os verdadeiros fãs passarão pelas portas do Paraíso. Todo este contexto quase bíblico garantiu uma plateia apaixonada e uma noite mágica.

Infelizmente, o vídeo ficou pouco conhecido no Brasil, longe das lojas e da TV (por aqui era mais fácil ver um especial de uma hora da TV alemã de um show da Unforgettable Fire Tour), de forma que o VHS do meu primo foi o único no qual eu pus as mãos (e copiei, claro). Uma versão em DVD só foi lançada 24 anos depois, e dessa vez completa! O vídeo original começava com Surrender, que era quarta música do setlist.

U2 Go Home

Depois da experiência com o do Under a Blood Red Sky, o U2 demorou a fazer um grande vídeo ao vivo. A tour de Unforgettable Fire ficou sem um registro oficial (de fato, na época, não havia essa facilidade de fazer álbuns ou vídeos de cada turnê) e Rattle & Hum escapa totalmente ao modelo tradicional. Nos anos 90, tanto o show da ZooTv em Sidney quanto o da Popmart no México são bastante mornos. O especial da MTV da ZooTv é bem melhor que o vídeo oficial, lançado até em Laser Disc. Só na na Elevation Tour a banda voltou a fazer um DVD tão mágico quanto aquele lançado em 1984. O de Boston talvez já merecesse ser incluído nessa seleção, mas acabou sendo superado pelo gravado em Slane Castle, U2 Go Home, uma semana após a morte do pai do Bono, e no mesmo dia da classificação da Irlanda para a Copa do Mundo de 2002. A eletricidade do momento foi tão intensa que muitos que assistiram à transmissão pela TV pediram que ele fosse lançado em DVD. O que acabou ocorrendo. A interação da banda com o público é sintetizada em Out of Control, quando Bono grita “essa é a nossa tribo!”. Kite soa tão emocionante quanto em Boston, mas você nunca verá uma corrida em Where the streets have no name como aquela. Não, não verá…

Top 20 – filmes e vídeos de música (parte 13)

19/06/2017
Buena Vista Social Club DVD

Buena Vista Social Club (1999), Wim Wenders.

Foi na casa de um amigo que descobri Buena Vista Social Club. Ele havia sido contaminado por um colega de trabalho que escutava o CD o dia inteiro. Quem não viveu a época pode nem desconfiar, mas o álbum foi um furor, trazendo a música cubana de volta às paradas. O sucesso, claro, foi internacional, levando o diretor alemão Wim Wenders, que já havia apresentado Madredeus ao mundo, a fazer um documentário sobre o álbum.

As entrevistas e cenas em Cuba são um espetáculo, numa época em que o acesso à ilha não era tão fácil. Felizmente, Fidel resolveu dar uma força aos velhinhos da música pré-revolucionária. Ry Cooder, o cérebro por trás do álbum, está sempre presente, mas pouco se fala da sua importância para a roupagem atraente dada à música até então considerada brega e ultrapassada.

O toque especial do filme está na forma simples e sincera com que os artistas são retratados. É possível senti-los nas rugas e porosidade da pele, na parede descascada, na ferrugem do refrigerador. O fim, na verdade, é o início de tudo: a apresentação do grupo em Nova York. O clímax se encontra nos olhos esbugalhados daqueles que jamais sonharam vislumbrar as vitrines da Broadway. Perplexos, paralisados, como se surpreendidos acordados em pleno sonho proibido.

Poucos filmes, mas pouco mesmos, são capazes de captar a alma da música como Buena Vista.

Top 20 – filmes e vídeos de música (parte 12)

21/04/2017

'68 Comeback Special

Steve Binder foi o ousado diretor e produtor que conseguiu transformar o especial de Natal da NBC com Elvis Presley de uma modorrenta apresentação de músicas natalinas, como desejava o famigerado empresário Colonel Tom Parker, em um épico revival dos anos de Elvis, the Pelvis.

Assim, em junho de 1968, Elvis subiu em um palco em formato de ringue de boxe, acompanhados de seus velhos colegas do início de carreira, Scotty Moore e D.J. Fontana, e outros, vestido com um casaco de couro que nem o rebelde e desafiador John Lennon ousava mais vestir.

Após seis longos anos fora dos palcos, o especial conhecido como 68 Comeback Special mostrava Elvis no auge da forma, tanto física quanto artística. Ao vê-lo cantar relaxado velhas canções como se não houvesse amanhã, sua carreira parecia destinada a uma avassaladora revitalização. E de fato foi assim por um período, mas um curto período.

Com a decadência da fase “gorda” e dançarinas vestidas com gosto duvidoso, o que deixou horrorizado um tímido George Harrison em visita aos bastidores do Madison Square Garden, este especial virou uma referência para os fãs (ou quase fãs) daquilo que poderia ter sido.

Visualmente, o especial é impecável em sua simplicidade e crueza.

Top 20 – filmes e vídeos de música (parte 11)

02/04/2017

No Direction Home

O cinema e principalmente a TV são repletos de bons documentários sobre artistas, eventos e fases da música. Mas poucos são tão envolventes quanto No Direction Home, filme de Martin Scorsese sobre Bob Dylan, lançado em 2005.

O grande mérito de Scorsese é narrar, em longos 208 minutos, apenas 5 anos da vida do ganhar do Nobel de Literatura. Justamente os mais relevantes. Fazendo um breve apanhado das origens de Dylan, desde sua cidade natal até a chegada em Nova York em 1961, o filme esmiúça o entrosamento do artista com a cena folk em Greenwich Village, a ascensão ao lado da já conhecida Joan Baez, e a guinada do folk para o rock, até o acidente de motocicleta que o obrigou a fazer uma pausa em tudo.

A cereja do bolo, para mim, é a reação contrária dos antigos fãs ao novo som de Highway 61 Revisited, embora Bringing it all back home já apontasse para esse caminho. O auge é a imagem (virtual) de Pete Seeger empunhando um machado para cortar os fios das guitarras.

Com esse enredo, o documentário ganha uma narrativa digna de uma obra de ficção. Apesar da longa duração, não é cansativo, além de não se perder nada ao assistir em dois tempos, assim como o DVD.

Top 20 – filmes e vídeos de música (parte 10)

16/03/2017

Chegou a vez de falar dos documentários em série.

Sonic Highways

Sonic Highways, do Foo Fighters, já foi esmiuçado neste blog, onde comentei cada um de seus oito episódios. O documentário de 2015 registra o processo de composição e gravação de cada uma das oito músicas do álbum homônimo. Mas esta não é a melhor parte da história. Cada faixa é gravada numa cidade diferente dos EUA. As cidades não são escolhidas aleatoriamente, mas devido a sua importância musical. Em cada cidade, é escolhido um estúdio que serve como fio condutor da história narrada. Imperdível para os amantes da música.

Beatles Anthology

The Beatles Anthology foi televisionado em 1995 em três episódios de 2 horas (formato americano) ou seis de 1 hora cada (formato inglês, que foi o usado no Brasil). Mas bom mesmo foi o lançamento no ano seguinte da caixa em VHS (posteriormente em DVD) da versão estendida, com oito episódios que somam mais de 11 horas de entrevistas (novas e de arquivo), cenas de shows e programas de TV. O material é farto, mas, ainda assim, muita coisa é deixada de lado, e pergunta-se por que foram. A mais sentida foi o show completo sobre o telhado da Apple na Savile Row. O documentário teve sua versão em CD (três álbuns duplos) e livro (um tijolaço!). Ninguém pode se dizer Beatlemaníaco sem ter visto Anthology. Um épico!

Top 20 – filmes e vídeos de música (parte 9)

12/03/2017

Dois vídeos que se encontram no Top 20 dos melhores álbuns ao vivo. Entram na lista de melhores vídeos única e exclusivamente por sua qualidade musical.

Alchemy DVD

Alchemy (1984), Dire Straits.

Alchemy, do Dire Straits, é uma gravação padrão de show dos anos 80. Já comentei no blog sobre a excelente versão em DVD (que demorou uma eternidade pra ser lançada), mas mesmo tendo em mente apenas o vídeo original em VHS, além do charme das imagens do antigo Hammersmith Odeon, ele possui uma direção que valoriza o instrumentista. E foi assim que me apaixonei por Alan Clark, Terry Williams e, claro, Mark Knopfler. Você vê a música acontecendo, sem aqueles cortes rápidos e frenéticos dos vídeos deste século.

No se si es Baires o Madrid

Nó sé si és Baires o Madrid (Fito Paez), 2009.

No sé si es Baires o Madrid, também muito comentado aqui no blog, mostra Fito Paez em sua versão mais sóbria. Sempre me incomodou um pouco seu jeito afetado, quase histriônico, sobre o palco. Aqui, só ao piano (e uma música na guitarra), e recebendo convidados, a música está sempre em primeiro plano, assim como a simpatia de Fito. O DVD é bem mais completo que o CD. Só o pato de ter me apresentado ao Marlango faz deste um show especialíssimo.

Top 20 – filmes e vídeos de música (parte 8)

07/03/2017

Live at Montreux 1991-1992

Live at Montreux 1991/1992 é uma das ideias mais felizes para um DVD que já vi. Também lançado em CD, aqui o visual conta e muito. O vídeo registra duas apresentações consecutivas de Tori Amos no famoso Montreux Jazz Festival, que, assim como o nosso finado Free Jazz, tinha pouco a ver com o gênero de Louis Armstrong e Miles Davis. Só que, em 3 de julho de 1991, Tori era apenas uma cantora americana que fazia algum sucesso pela noite londrina. Participava, por assim dizer, da matinê do festival. Mas em 7 de julho de 1992 ela já havia estourado com Little Earthquakes.

É interessante perceber a diferença no visual e na postura entre uma artista que não tinha nada a perder e a outra que saboreava, enfim, o estrelato. Em ambas as apresentações, vemos apenas Tori e seu piano.

No geral, prefiro o frescor e espontaneidade do show de 1991, mas o de 1992 tem momentos de tirar o fôlego, particularmente Me and a Gun e o cover de Smells like a teen spirit.

Top 20 – filmes e vídeos de música (parte 7)

26/02/2017

immagine-in-cornice

O Pearl Jam tem alguns DVDs bem interessantes, e talvez até musicalmente melhores, mas Immagine in Cornice tem um charme irresistível e mora no meu coração.

O vídeo mostra a passagem da banda pela Itália na turnê de 2006, com trechos de apresentação em Bolonha, Verona, Milão, Torino, Turim e Pistoia, num total de 13 músicas. Mas o destaque vai para as cenas de bastidores, na estrada, ensaios e entrevistas. O DVD vem com três faixas bônus.

A fotografia é particularmente bela e poética, incomum em vídeos musicais. Provavelmente esta característica tenha influenciado no título.

Lançado em 2007, depois dele a banda só lançou o Twenty, e em 2011! Tão esperando o quê?

Top 20 – filmes e vídeos de música (parte 6)

21/02/2017

sinead dvd goodnight thank you

Já comentei sobre esse vídeo aqui no blog. Assim como a turnê do Circuladô mostra Caetano Veloso no auge de sua maturidade como artista (e ele mesmo considera este o seu melhor show), Goodnight, thank you, you’ve been a lovely audience mostra Sinéad O’Connor no auge de sua maturidade musical. Mais do que isso, captura a ex-carecuda em um raro momento zen. Acompanhada de excelentes músicos irlandeses, Sinéad se senta entre eles com um misto de fragilidade física e um controle de Mestre Yoda de cada detalhe do que se passa no palco. Meditação e força, expressa por canções folk irlandesas tiradas do álbum Sean-Nós Nua e a total ausência de canções de seu primeiro álbum, The Lion and the Cobra. As demais faixas saíram do Universal Mother e de seu mais famoso (e melhor) álbum, I do not want what I haven’t got. You made me the thief of your heart, composição de Bono e Gavin Friday gravada por ela para o filme In the Name of the Father, completa o setlist. Se no início de carreira Sinéad é pura energia e emoção, no início do século XXI ela canaliza sua emoção totalmente para a música, mais do que para as performances catárticas de outrora.

Gravado no Vicar Street Theatre, em Dublin, em 2002, mas só lançado em DVD em 2003, o registro ao vivo também teve seu lançamento em CD, mas como disco 2 da coletânea de B-sides e raridades chamada She Who Dwells in the Secret Place of the Most High Shall Abide Under the Shadow of the Almighty, ou simplesmente She who dwells… Por essa peculiaridade, não o incluí na disputa de melhor álbum ao vivo.

 

Top 20 – filmes e vídeos de música (parte 5)

19/02/2017

Bruce Springsteen é basicamente um artista de palco. Suas músicas, quando transpostas para os shows, ganham nova envergadura, entram em outra dimensão. Poucos artistas sabem se apresentar ao vivo como Bruce. E foi por isso que ele não hesitou em contrariar o próprio homem que lhe abriu as portas do Olimpo, John Hammond (só o cara que descobriu Billie Holiday e Bob Dylan), que queria um álbum voz e violão, e insistiu em incluir sua banda, pois sabia do que era capaz de fazer em turnê. Mike Appel, seu empresário, nunca tinha lhe visto ao vivo com a banda e não entendia a insistência. Quando viu, percebeu que Bruce sabia exatamente o que estava fazendo. E lhe deu razão. O resultado foi um álbum mezzo acústico, mezzo com banda.

Da mesma forma, fui fisgado pelo The Boss ao assistir a um show da turnê The River na Bandeirantes. Nos anos 80, os melhores shows passavam na Band, desde sua estreia em rede nacional, abrindo com uma apresentação de Chico Buarque. As únicas a lhe fazer concorrência eram a TVE (Rio) e a TV Cultura (São Paulo) em termos de shows nacionais. No final da década, a Manchete tomou-lhe o lugar.

Assim, não é de se admirar que Bruce ocupe três lugares neste Top 20. Curiosamente, o primeiro vídeo ao vivo só foi lançado nos anos 90, pela MTV. Todo material anterior, do seu auge, só foi lançado posteriormente como extras de versões comemorativas luxuosas de seus álbuns.

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O primeiro da série é o Live in New York City, gravado em duas noites no Madison Square Garden, em 29 de junho e 1° de julho de 2000, que virou especial da HBO (que ganhou dois Emmy com ele) e foi lançado em CD e DVD no ano seguinte. Ambas as versões ganharam mais de uma dezena de extras, que não funcionam muito bem em conjunto. Portanto, me reporto aqui apenas ao material do especial de TV, que começa com My love will not let you down e termina com American Skin (41 shots), em um total de 14 canções.

A turnê em questão é nada mais nada menos do que o retorno da E Street Band. O tesão dos músicos e de Bruce em tocarem juntos novamente está explícito em cada gota de suor espirrada pela camisa encharcada do cantor, seja quando ele desliza de joelhos na beira do palco, seja quando rege o público de pé sobre o piano de Roy Bittan.

Além de ser uma das casas de shows mais lendárias do pop/rock, o Madison Square Garden tem a capacidade de dar grandiosidade e intimidade a suas apresentações. Com o público sendo conduzido por Bruce, o show ganha ares ecumênicos, simbolizado por uma das mais fantásticas apresentações de músicos uma banda, chegando ao clímax na vez de Clarence Clemons.

As versões de Prove it all night, Badlands, Out in the street e Tenth Avenue Frezze-Out são apoteóticas, assim como a versão repaginada de Youngstown, oriunda do acústico The Ghost of Tom Joad.

Quando assisti pela primeira vez, não entendi o encerramento com a recém composta American Skin. Não conhecia a história por trás da canção e o vídeo em nada revela a tensão que havia em sua execução. Lendo a biografia de Peter Carlin sobre Bruce, fiquei sabendo do quanto a composição irritou a polícia de Nova York. A polêmica antes da apresentação foi ácida e feroz. Ainda não tive a oportunidade de rever o show após a leitura.

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O DVD Live in Barcelona, que não ganhou versão em CD, registra a Rising Tour. Gravado em 16 de outubro de 2002 no Palau Sant Jordi, em Barcelona, só foi lançado no ano seguinte. Foi transmitido incompleto pela MTV Europa e pela VH1 britânica. Pela primeira vez um show inteiro de uma turnê regular de Bruce Springsteen era registrado e lançado em vídeo. E essa é a principal razão de sua inclusão na lista.

Além de The Rising ser um bom álbum e o show conter várias faixas tiradas dele (e, como era de se esperar, em versões muito mais palpitantes), o pacote geral permite sentir o que é estar em show de Bruce. Incrível como Bruce consegue transformar qualquer plateia em uma festa de arromba em seu jardim. Mais do que a música, a atmosfera de êxtase é arrebatadora!

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Por fim, Live in Dublin, já comentado e também incluído no Top 20 de melhores álbuns ao vivo, registra a The Sessions Band Tour, a partir do álbum We Shall Overcome: The Seeger Sessions. O show foi gravado na penúltima parada da turnê, em Dublin (depois, eles teriam só mais uma noite em Belfast), no Point Theatre, ao longo de três apresentações em novembro de 2006. Ao contrário do show em Barcelona, o resultado não é uma apresentação inteira, mais uma seleção de material entre os diferentes dias, ficando muitas faixas de fora.

Além do valor musical, que já que me fez incluir o CD entre meus favoritos, o aspecto visual garante o DVD nesta lista. O entrosamento dos músicos (18 no total!) no palco, em uma movimentação constante, com cada um tendo garantido seu momento de brilho, é plasticamente empolgante. A reação da plateia irlandesa às músicas folk é de arrepiar. E meu destaque, sempre, às reinterpretações de Further on (up the road) e Open all night.